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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

O Náufrago.

dezembro 2, 2009 7 comentários

Ah não, o filme é uma bomba.

Tudo bem que tem achados que se
tornaram referência pop mundial, como o “Wilson” e uma grande cena de queda de Avião… Mas, tirando isso, é um grande merchandising da Fedex. E ponto.

O título se refere mais a sensação das pessoas entocadas em seus pensamentos enquanto lêem os posts.

Exemplo, ontem tivemos por aqui cerca de 150 pessoas. Tudo bem que conto com os desavisados, os distraídos, os que entraram e pensaram “que mala”… Mas, juro que sinto falta do debate.

Já tive dois feedbacks bacanas sobre o longa. E nos dois algo coincidente que queria falar um pouco: a tal questão de ser dois filmes.

Para quem não teve saco, num rápido story line o filme se desenha como um triller político e depois passa poara um road movie.

Sim, sim, dentro de uma escola sydfieldiana poderia dizer até que sai de um mundo e fui para o outro.

Na verdade um erro de julgamento pois pensei que o universo ajudasse a explicar mais o personagem quando acho que ele deveria ter mais carne do que tem.

Mas fico me questionando se não é exatamente sobre isso meu filme. Um sujeito que opera num mundo, com domínio perfeito de tudo e vê a tudo e todos com aquele invisibilidade atribuida aos menores.

Repentinamente este mesmo sujeito sevê em outro mundo que não domina e passa a ser invisível.

É uma linha de pensamento e mais uma garrafinha no mar virtual.

Espero que alguém a pegue e devolva recheada.

Boa noite.

The Police – Message in the Bottle

PS.: Numa tacada só baixei o Turista Acidental e O Magnífico. Deus salve o Torrent.

A Vida Imita Arte.

novembro 30, 2009 2 comentários

Para não perder o fio da meada quero dizer que apesar de correntes
acharem o filme legalzinho, encontrei em 500 Days Of Summer um alento.
Aquela sensação, que já descrevi aqui um par de vezes, de duas horas bem gastas.
Bem montadinho, escrito e com um final extremamente corajoso, encontrei nele talvez a tal resposta a coisa de narrativa que meu roteiro passa.

Fazendo um paralelo com El Nidio Vacio, que comentei dias atrás, 500 também faz sua viagem através do iamaginário do personagem central que também busca uma mulher perfeita.
Não sei se em técnica ou coragem de assumir a linguagem, achei a cena de “musical” de 500 mais corajosa que em Nidio, pois se define e assume mais a linguagem. É a tal dúvida que faz ficar no meio do caminho.
Em “Na Hora do Frenesi Alimentar” (ali a direita para download) não chego a ter um número de dança e canta.
Mas tenho coisas que “quebram” a narrativa em termos de linguagem.
Alguns consultores em Nogueira acharam uma euforia de mostrar tudo que sei fazer. Outros que as cenas deveriam ser mais orgânicas dentro do roteiro.
Uma coisa é certa: as cenas do supermercado cairão. Todas elas.
Já me incomodavam antes e como alegoria não passa. Sei que o filme já diz o que elas dizem. Elas servem apenas como eco, repetindo-se, repetindo, repetin, repe… Esta é a semana que elegi como de decantação.

Baixar a poeira, pensar um pouco no Flamengo e no dia-a-dia. Inclusive procuro ingressos, se alguém souber de algo…

E por uma ironia da vida lá vem o meu amigo Arruda, governador do DF, me dando mais e material para o filme. Nem preciso mais de pesquisa não é?

Não sei se já citei isso, mas tinha uma banda paulista dos anos 80, Fellini que cantava: – Se Vive tem que trabalhar, mesmo se sonha tem que trabalhar. – É isso.
E que a semana comece!

Fellini e a música citada: Rio Bahia.

ps.: momento carência: juro que a idéia do blog era um “debate” sobre a forma e solução do roteiro a partir do meu. Sinto falta de opiniões, para o bem ou para o mal. Mandem brasa.

O Jornal.

novembro 29, 2009 1 comentário

Hoje está é a matéria de capa da Revista O Globo.

Tô ali na foto, quase ao lado do mestre Domingos, uma figura deliciosa, num momento nervoso de apresentações. Contar o filme ou o que queremos dizer em nosso filme.

Muito do que disse ali percebi mais tarde não estar no roteiro. Os consultores me ajudaram no resgate que foi muito valioso.

Vale muito a pena ler a matéria mas não sei se serve como referencia de mercado.

Mas tarde vou tentar postar umas impressões sobre um filme muito bacana que vi ontem: 500.Days.Of.Summer.

Inté.

De Volta Pra Casa!

novembro 28, 2009 3 comentários

Voltei.

A idéia inicial era fazer posts diários sobre as consultorias. Uma série de conjunções astrais e um computador que simplesmente não se conectava a internet (todos os outros o faziam sem problemas) fez com que o que senti ao chegar se reforçasse: todo foco no roteiro.

E assim foi feito. Não sei se vou fazer um resgate de tudo, pois a consultoria até pelo desenho e dinamica da mesma foi num crescendo. Acho que será mais proveitoso, até como forma de ajeitar as idéias, relembrar as anotações do dia-a-dia.

Não sei o porquê, mas durante o processo me senti um pouco como o escritor vivido por Jean Paul Belmondo em O magnífico. A história de um escritor de livros “b” que se vinga do mundo através de seus livros. Tipo coloca o patrão ou o eletricista como vilão e os mata num banho de sangue. Imperdível.

Tudo que se passava comigo, em termos de idéias, queria colocar em prática direto. Quase em tempo real.

Prmeto que o próximo post terá algo a dizer sobre o longa e consultorias. Mas sinto falta também de algum retorno de quem já leu. O que veio, veio em quantidade mínima. Até para ver se realmente este debate é relevante.

abs!

O Baile.

novembro 23, 2009 2 comentários

Indo para festa num dia de definições e meu grupo já definido:

GRUPO 1
Consultores
Coordenadora: Carolina Kotscho
Lucia Murat
Marcos Bernstein
Martin Sherman (EUA/Inglaterra)
Miguel Machalski (Argentina/França)
Rosane Svartman
Roteiros
A Cadeira do Pai (The Ride), de Elena Soárez e Luciano Moura
Gasolina (Gasoline), de Carol Castro
Getúlio – Meu Pai (Getúlio), de George Moura e João Jardim
Na Hora do Frenesi Alimentar (The Frenzy Food), de Marton Olympio
O Espelho Cego (The Blind Mirror), de Tiago Teixeira

Bacana.

E um Reencontro com Rosane Svartman que já havia encontrado no Workshop de Roteiros do Curta Cinema anos atrás.

Bem, como diria o Wayne: Party on!

Inté.

Na foto: Myke Myers e seu indefectível Wayne.

A Última Sessão de Cinema!

novembro 22, 2009 6 comentários

Tem uma cena, num filme que acho bem bacana do (sumido)  Lawrence Kasdan, Grand Canyon, em que o personagem de Kevin Kline, Mack, está reclamando, reclamando, reclamando da vida com o de Steve Martin (que faz um produtor de cinema Holywoodiano no pior sentido da palavra) de nome Davis (Santo IMDB!).  Na verdade não são
nem reclamações, são lamúrias, inquietações, dúvidas existenciais…

Quando o personagem vivido por Steve Martin (num papel sério) vaticina:

– Sabe qual o problema fulano? Você tem ido pouco ao cinema. Vá mais.
Todas as respostas para a vida estão no cinema.

Está é uma tradução livre, interpretativa e que mora no meu inconsciente tem décadas.

Kasdan é um cara interessante. Consegue fazer pequenas obras de arte como o Reencontro e O Turista Acidental (este acho que vi umas 50 vezes) e bombas como o Guarda-costas e Wyatt Earp.

É culpa dele talvez minha paixão por cinema no nível que tenho. Afinal, ele que escreveu Caçadores da Arca Perdida que fui ver uma sessão e mesmo abandonado pelos colegas, vi mais duas seguidas, fascinado por tudo da história.

Antigamente os cinemas permitiam isso.

Seguindo o conselho de Davis é isso que faço em minhas inquietudes. Sortear filme para achar respostas.

Bem, se não achei respostas pelos menos esta semana foi bacana pois tive dois encontros deliciosos com o Half Nelson de Ryan Fleck o El Nido vacío de Daniel Burman. Ambos cinemão de primeira, bem escritos e realizados.

O primeiro poderíamos dizer que é um misto de Ao Mestre com Carinho, Conrack com… Na boa? Sei lá. Rs. O mote é esse, parte da velha premissa de um “mestre exemplo que quer mudar o mundo” mas… é viciado em heroína. Um herói do Século 21. Com virtudes gigantescas e defeitos do mesmo peso é fascinante. Nos conduz a tragédia mas tem um final corajoso. Descobri depois que Ryan Gosling havia concorrido ao oscar por este filme. Mereceu.

Outro filme de Gosling que merece uma olhada (este já vi faz tempo)
Lars and The Real Girl sobre um sujeito, Lars, que resolve seu problema de
solidão comprando e noivando com uma Real Doll (Boneca inflável). Como toda cidade adora o cara, todos começam a conviver, gostar e se relacionar com a mesma com a naturalidade típica dos piscicóticos.

Digressões a partes, o segundo filme é o El Nido Vacio trata de um casal que depois da saida dos filhos de casa, voltam a ter que conviver apenas um com o outro. O filme é de um silêncio delicioso e diálogos ídens. Cenas como o Bolero de Ravel na galeria o os personagens flotando no lado de sal (notem as frases) são primorosos.
Eu teria ido mais na linha do musical na primeira, mas respeito a opção do diretor.
Assim como o final de Aprile, do Moretti.

Foram dois achados com certeza. E uma prova que dá pra fazer um cinema inventivo a partir de “velhas” fórmulas.

Pensei que fosse ver algo assim em Distrito 9 mas sai do cinema muito decepcionado. Não sei se vocês quando assistiram sentiram isso mas no final tudo é resolvido como em todo filme americano médio: na bala. E um tiroteiro começa do meio do segundo ato e só termina nos créditos. Funciona? Para um grande público acho que sim. Tanto que na saída do cinema ouvi a frase de um homem e sua mulher:

Homem

– Achei meio devagar no inicio. Mas do meio pro fim ficou bacana.

Ou seja: um consumidor feliz. Ponto.
Para mim não funciona. E acho que é uma questão de hábito. Multiplicam-se os multiplex e a qualidade (ou opção) do que se passa não. Na verdade uma repetição em cada sala.

O que me salva são os festivais, pesquisas na internet e os santos torrents.

É isso. Volto mais tarde depois da vitória do mengão (se Deus quiser) para falar de algumas sugestões que já vieram sobre o roteiro.

Inté.

ps.: achei o Trailer de Grand Canyon e nele tem a cena citada lá no começo. Santo YouTube.

“Davis – That’s part of your problem: you haven’t seen enough movies. All of life’s riddles are answered in the movies.”

Grand Canyon L. Kasdan

 

Foto cinema: http://www.egeac.pt/DesktopDefault.aspx?tabindex=0&tabid=15

História Real!

novembro 20, 2009 3 comentários

Não sei quanto a você, mas para mim é irresistível mexer nos roteiros que escrevo cada vez que leio.

Seja um diálogo, uma rubrica, uma indicação. Acabei de reler o “Na Hora…” mas me jurei só mexer depois do Laboratório. Já tem coisas que quero mudar, nada em termos de estrutura. Mas uma entrada do Augusto, uma fala que julgo a mais… Sei lá. Curto muito os diálogos do filme.

Na verdade o que mais gosto de fazer é escrever diálogos. Vou mais longe: escrever as situações de troca de personagens. Mesmo que as “falas” estejam implícitas.

Talvez venha um pouco da minha verborragia. Adoro conversar. Do porteiro ao presidente. Falo mesmo.

O Arte Marginal vai aos poucos ficando para trás decantando. O trabalho cirúrgico dele será intenso. Mas dá pra ver que tem tudo pra ser bacana.

Na segunda tem festa, debate, comes e bebes.

Na terça (pontualmente, como frisou o e-mail) partimos para Nogueira.

Este trecho do email achei bem bacana, o que mostra que a sensibilidade vem em primiro lugar:

“O laboratório é uma oportunidade única de convivência com profissionais especializados em roteiros para cinema do Brasil e do exterior, que oferecem seus conhecimentos e suas sensibilidades numa troca criativa para o desenvolvimento de seu roteiro. São cinco dias que devem ser muito bem aproveitados e justamente por isso solicitamos a todos os roteiristas que se preparem com antecedência, conhecendo a fundo e dominando os seus roteiros, para as consultorias individuais. Por esse motivo, solicitamos sua atenção máxima durante as consultorias e que estejam preparados para conversar com seus consultores. Leiam seus trabalhos com atenção. Listem suas dúvidas, inquietações e demais questões que possam ser suscitadas em relação ao roteiro.

Carla Esmeralda / Alexandre Sivolella

O que resta da sexta (com cara de Domingo) é pegar a estrada (antes da outra viagem)  e ir até a casa da minha mãe pra dar um beijo nela. E pegar um pouco de luz porque em termos disso a mulher é um sol!

Hoje estou me sentindo aquela tranquilidade do velhinho Bud de The Straight Story do David Lynch.

Um pouco de estrada e William Fitzsimmons é sempre uma boa. Afinal, meu filme não deixa de ser um road movie. E o Laboratório também. 🙂

Bom feriado a todos.

ps.: Ah sim, e um bom banho de mar talvez acalme as idéias.

Trilha ao fundo: KEVIN JOHANSEN – Candombito