Início > Uncategorized > O Náufrago.

O Náufrago.

Ah não, o filme é uma bomba.

Tudo bem que tem achados que se
tornaram referência pop mundial, como o “Wilson” e uma grande cena de queda de Avião… Mas, tirando isso, é um grande merchandising da Fedex. E ponto.

O título se refere mais a sensação das pessoas entocadas em seus pensamentos enquanto lêem os posts.

Exemplo, ontem tivemos por aqui cerca de 150 pessoas. Tudo bem que conto com os desavisados, os distraídos, os que entraram e pensaram “que mala”… Mas, juro que sinto falta do debate.

Já tive dois feedbacks bacanas sobre o longa. E nos dois algo coincidente que queria falar um pouco: a tal questão de ser dois filmes.

Para quem não teve saco, num rápido story line o filme se desenha como um triller político e depois passa poara um road movie.

Sim, sim, dentro de uma escola sydfieldiana poderia dizer até que sai de um mundo e fui para o outro.

Na verdade um erro de julgamento pois pensei que o universo ajudasse a explicar mais o personagem quando acho que ele deveria ter mais carne do que tem.

Mas fico me questionando se não é exatamente sobre isso meu filme. Um sujeito que opera num mundo, com domínio perfeito de tudo e vê a tudo e todos com aquele invisibilidade atribuida aos menores.

Repentinamente este mesmo sujeito sevê em outro mundo que não domina e passa a ser invisível.

É uma linha de pensamento e mais uma garrafinha no mar virtual.

Espero que alguém a pegue e devolva recheada.

Boa noite.

The Police – Message in the Bottle

PS.: Numa tacada só baixei o Turista Acidental e O Magnífico. Deus salve o Torrent.

Anúncios
  1. dezembro 3, 2009 às 12:19 pm

    Marton,

    Acho que o universo que você apresenta na parte inicial do roteiro é muito interessante e ajuda a construir o personagem sim.

    A questão, na minha opinião, é que não dá pra fazer só isso. Tudo o que acontece deve ser relevante. E o que acontece no início é bom demais pra ser deixado de lado.

    Só uma ideia: quem sabe Augusto não tenha justamente que abandonar sua invisibilidade, à qual está absolutamente condicionado, onde se sente confortável e seguro, pra tentar encontrar o Ricardo?

    Abraço.

    • dezembro 3, 2009 às 12:31 pm

      Mas penso por aí mesmo.
      Sei que meu facinio em relação a Jorge colocou em segundo plano a trama em si.
      Tenho uma solução bem interessante quanto a isso que começa a ser desenhada.
      Mas o caminho é esse mesmo, uma troca, um sacrifício…
      As coisas começam a saltar da cachola 🙂

      De novo obrigado.

  2. Cícero Soares
    dezembro 5, 2009 às 9:44 pm

    Então vamos lá, Marton (já que… Putz, sem sete titulares? O caneco já tá, hum, entregue, e em mãos) Antes, uma ou duas observações:

    1) Por agora, apenas a primeira terça parte do roteiro, exatamente quando acontece de a história virar e, como você o disse, virar um “road movie”.

    2) Todos os meus pitacos serão curtos e grossos, não falarei do todo, não esboçarei sínteses (ou de estrutura, ou se tal ou qual personagem teria ou não pele, carne, gordura, etc.), mesmo futuramente. Mas…

    3) Isso também quer dizer que, assumindo ignorar o que segue a partir dessa “virada” (como um espectador/leitor comum), isso não quer dizer que o restante do roteiro não me obrigue e reconsiderar o que amealhar por agora.

    À vaca fria então:

    – Claro, a cena do supermercado você já decidiu suprimi-la, assim como sua recorrência. Acho que tudo bem. Elas “caindo” não comprometeriam outras quedas. Mas um standby para repensar melhor também não faria nenhum mal, né?

    – A primeira cena do Congresso, no encontro entre Augusto e Miguel pode ser encurtada. Deixar o desespero de Miguel “falar” mais, com Augusto respondendo de menos. Aliás, senti um Augusto mais interessante, mais dono-de-si, com poucas palavras, ainda que o mundo desabasse, como desaba, a sua volta.

    – No velório de Miguel, descobrimos o parentesco de Isabel e Helena. Então acho que a sugestão dessa proximidade entre Miguel e Augusto deve ser um pouco (mas só um pouco) mais evidente logo de saída.

    – Na cena do gabinete do senador, o paralelo entre os “bois-de-piranha” é perfeito. Mas… a solução de enganar Miguel acho pouco convincente. Uma outra solução seria Ximenes convencer Miguel a ser um boi-de-piranha expiatório, para um “bem maior”, como naquelas soluções-padrões de máfia, sabe? De qualquer forma, a personalidade fraca dele o levaria a considerar-se traído e mesmo ao fim que ele levou, acho que não haveria maiores complicações para o destino desse personagem. Mas aí deve-se dar uma percepção de que o fato ocorreria mais adiante, num corte com uma mistura de tempos. Assim: ainda estamos na cena do gabinete, mas enquanto Ximenes diz a Miguel o que ele deve fazer, intercala-se com o que Miguel já faz: se entrega (à fome da mídia).

    – Os flashbacks do acidente com Helena não carecem de alguns detalhes? Digo, o primeiro pelo menos? Claro, no segundo, e depois com o encontro com Sidney, a culpa (pessoal) ali para Augusto, se não é totalmente explicada, já se mostra bem fortalecida.

    – Falando nesse encontro com Sidney: será mesmo necessária ele ter “livrado” Augusto de culpa (pública), ou mesmo ele ser, hum, padrinho do Ricardo? A relação de “amizade” entre eles não poderia restringir-se àquela simbiose natural entre imprensa-informante-de-alto-escalão, uma amizade de conveniência? (Repito: questiono como se não soubesse o que virá depois, logo também como se ignorasse os antecedentes.)

    – Do Ricardo: o tratamento que o filho dá a Augusto é realmente estranho (Seu?) E como é constantemente assim, vê-se que proposital, não? Mas… Ricardo até aqui não “apareceu”. E suspeito que nunca será mostrado. Mas ele é uma peça essencial. Quando a “virada” é detonada? Pela conjunção da morte de Miguel, do escândalo se aproximando de Augusto E com o desaparecimento de Ricardo ganhando seriedade, devido ao telefonema da, hum, outra Helena. Tudo isso preparando o quê? A segunda parte, a procura por Ricardo (ou a “procura” de Augusto de si mesmo, talvez?)

    – Mas atente a isso (ainda do Ricardo): o que significa esse silêncio desconfortante entre pai e filho? Deveria significar mais, muito mais, deveria ser mais e mais repisado. Por exemplo: no carro, quando do acidente que recupera o segundo flashback de Helena, Augusto NÃO recebe a ligação do filho. É ainda Augusto insistindo em falar com Ricardo, Augusto sempre insistindo e Ricardo sempre evitando.

    – O que me leva à Danilo: pra que Danilo? Então tá: se você quiser manter Danilo, faça Danilo, na cena em questão, atender o celular de Ricardo, dar alguma desculpa sobre Ricardo não poder falar com o pai e o próprio Danilo comunicar a Augusto sobre a ida deles pra São Paulo.

    That’s all, Marton. Por agora. Como me vedei a apreciar o tom do segundo filme (mundo), não sei nada disso desse “erro de julgamente”. Mas adianto: não seria melhor dar agilidade ao primeiro filme (mundo), e antecipá-lo, pra talvez diminuir essa má impressão de que haja, em vez de dois filmes (mundos) com solução de continuidade, blocos estanques e incomunicáveis?

  3. Cícero Soares
    dezembro 5, 2009 às 9:50 pm

    Ops, esqueci de perguntar: meu, por que você não usa o Celtx?

  4. dezembro 10, 2009 às 12:01 pm

    Cícero, impressionante como muita coisa bate.
    Esta comunicação maior entre os mundos e um certo enxugamento de personagem já está na minha cabeça.

    O que não bate:
    A cena do congresso mostra uma certa dependência entre os dois. Esta sim tem que ser ampliada.
    No novo desenho que surge na minha cabeça não foi Miguel que trouxe Augusto e sim ao contrário, como uma espécie de favor a falecida mulher.
    E quando o cara começa a dar defeito é em direção a Augusto que vem as mudanças.
    A relação entre Sidney e Augusto é exatamente esta.
    Já foi até outra, mas, a informação é o que os liga.

    Um Augusto mais seguro e forte esta surgindo. O filme pede isso.
    Valeu pelos toques e vamos conversando.
    Mil desculpas pela demora na resposta mas o trabalho me cercou e me fez refèm estes dias. (como se isso também não fosse trabalho 🙂

    abs!

    • Cícero Soares
      dezembro 10, 2009 às 8:55 pm

      Se enriquecida na seqüência do Congresso ou em cenas ou inserts episódicos, ficaria à gosto. Porque ficar naqueles choramingos de Miguel por sua prole… Que são boas oportunidades para que outras provocações a Augusto saiam da boca de Miguel, não?, de forma a sustentar a elucidação do passado de Augusto. Um simples “você não tem família” é muito, hum, simples. E já que essa relação “morre” no I Ato mesmo…

      Cuidado, então, em não fortalecer demais Augusto, digo, fora de hora. Penso que Ricardo-Helena(mãe) é o verdadeiro ponto fraco dele. Mas que Augusto só começa a se dar conta quando perde o chão profissional. (Se bato o pé nisso, Marton, é porque me ficou na ponta da língua a direção que os Atos seguintes deveriam tomar. Mesmo os atos seguintes seguindo noutra direção.)

      Quanto à relação Augusto-Sidney, só questionei dados de reforço de afinidade que senti, senão pouco necessários, forçados a que fossem. A troca de favores (confidencialidades) já não estaria de bom tamanho? Ninguém exigiria mais. E nem causariam lacunas. Se omitidos, nem as cenas finais seriam arranhadas.

      Agora, se você quer Sidney como um mentor-menor, um aliado de ocasião, proponho uma radicalidade (claro, se você não fizer aquela inversão entre Miguel e Augusto): que tal este, antes de se tornar assessor parlamentar, ter sido jornalista? Um do tipo investigador? Mas aí aconteceu o acidente com Helena, o cara se afundou, e foi quando um Miguel solidário entra, levando Augusto a trabalhar com Ximenes. Dá uma embananada? Dá. Mas pelo menos um vínculo coerente com Sidney, desde o passado, fica garantido…rs.

      That’s all. Mais adiante conversaremos mais sobre os demais Atos adiante.

  5. Cícero Soares
    dezembro 10, 2009 às 8:57 pm

    [Ops. Na hora do copy-paste faltou selecionar o 1o. parágrafo, Marton]

    Hum, inverter? Sei não, Marton. Já tem Helena que pesa na consciência de Augusto. Miguel, assim, não seria uma carga extra? Nesse I Ato, a dependência entre Miguel e Augusto é importante. Ela precisa ser enriquecida. Mas… redirecionada? Sei não.

  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: