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A Vida Imita Arte.

Para não perder o fio da meada quero dizer que apesar de correntes
acharem o filme legalzinho, encontrei em 500 Days Of Summer um alento.
Aquela sensação, que já descrevi aqui um par de vezes, de duas horas bem gastas.
Bem montadinho, escrito e com um final extremamente corajoso, encontrei nele talvez a tal resposta a coisa de narrativa que meu roteiro passa.

Fazendo um paralelo com El Nidio Vacio, que comentei dias atrás, 500 também faz sua viagem através do iamaginário do personagem central que também busca uma mulher perfeita.
Não sei se em técnica ou coragem de assumir a linguagem, achei a cena de “musical” de 500 mais corajosa que em Nidio, pois se define e assume mais a linguagem. É a tal dúvida que faz ficar no meio do caminho.
Em “Na Hora do Frenesi Alimentar” (ali a direita para download) não chego a ter um número de dança e canta.
Mas tenho coisas que “quebram” a narrativa em termos de linguagem.
Alguns consultores em Nogueira acharam uma euforia de mostrar tudo que sei fazer. Outros que as cenas deveriam ser mais orgânicas dentro do roteiro.
Uma coisa é certa: as cenas do supermercado cairão. Todas elas.
Já me incomodavam antes e como alegoria não passa. Sei que o filme já diz o que elas dizem. Elas servem apenas como eco, repetindo-se, repetindo, repetin, repe… Esta é a semana que elegi como de decantação.

Baixar a poeira, pensar um pouco no Flamengo e no dia-a-dia. Inclusive procuro ingressos, se alguém souber de algo…

E por uma ironia da vida lá vem o meu amigo Arruda, governador do DF, me dando mais e material para o filme. Nem preciso mais de pesquisa não é?

Não sei se já citei isso, mas tinha uma banda paulista dos anos 80, Fellini que cantava: – Se Vive tem que trabalhar, mesmo se sonha tem que trabalhar. – É isso.
E que a semana comece!

Fellini e a música citada: Rio Bahia.

ps.: momento carência: juro que a idéia do blog era um “debate” sobre a forma e solução do roteiro a partir do meu. Sinto falta de opiniões, para o bem ou para o mal. Mandem brasa.

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  1. Thalita Motta
    novembro 30, 2009 às 8:35 pm

    Eu ainda não acabei d eler o roteiro, mas fico satisfeita com a retirada das cenas do supermercado. Toda vez que chegava nelas, me dava vontade de parar de ler, ficava confusa.Apesar da atualidade do texto eu não acho que o gancho principal seja o escandalo nem a politica. E sim a vida privada dos envolvidos. Posso estra enganada e como não acabei d eler fica dificil opniar.
    Qnd acabar volto aqui.

    • novembro 30, 2009 às 8:46 pm

      Valeu a observação Talita.
      Pucxo até um gancho para todos os roteiristas que aqui passarem: tornem seu roteiro acima de tudo “readable” (acho que é isso, ou me perdoe o inglês).
      Hoje, do roteiro ter uma boa idéia, ser atraente, com boa viradas e tal, é importante que ele seja bom de ler.
      Atenção ao detalhe.
      Aguardo sua opinião quando terminar de ler Thalita.
      Paz!

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