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História Real!

Não sei quanto a você, mas para mim é irresistível mexer nos roteiros que escrevo cada vez que leio.

Seja um diálogo, uma rubrica, uma indicação. Acabei de reler o “Na Hora…” mas me jurei só mexer depois do Laboratório. Já tem coisas que quero mudar, nada em termos de estrutura. Mas uma entrada do Augusto, uma fala que julgo a mais… Sei lá. Curto muito os diálogos do filme.

Na verdade o que mais gosto de fazer é escrever diálogos. Vou mais longe: escrever as situações de troca de personagens. Mesmo que as “falas” estejam implícitas.

Talvez venha um pouco da minha verborragia. Adoro conversar. Do porteiro ao presidente. Falo mesmo.

O Arte Marginal vai aos poucos ficando para trás decantando. O trabalho cirúrgico dele será intenso. Mas dá pra ver que tem tudo pra ser bacana.

Na segunda tem festa, debate, comes e bebes.

Na terça (pontualmente, como frisou o e-mail) partimos para Nogueira.

Este trecho do email achei bem bacana, o que mostra que a sensibilidade vem em primiro lugar:

“O laboratório é uma oportunidade única de convivência com profissionais especializados em roteiros para cinema do Brasil e do exterior, que oferecem seus conhecimentos e suas sensibilidades numa troca criativa para o desenvolvimento de seu roteiro. São cinco dias que devem ser muito bem aproveitados e justamente por isso solicitamos a todos os roteiristas que se preparem com antecedência, conhecendo a fundo e dominando os seus roteiros, para as consultorias individuais. Por esse motivo, solicitamos sua atenção máxima durante as consultorias e que estejam preparados para conversar com seus consultores. Leiam seus trabalhos com atenção. Listem suas dúvidas, inquietações e demais questões que possam ser suscitadas em relação ao roteiro.

Carla Esmeralda / Alexandre Sivolella

O que resta da sexta (com cara de Domingo) é pegar a estrada (antes da outra viagem)  e ir até a casa da minha mãe pra dar um beijo nela. E pegar um pouco de luz porque em termos disso a mulher é um sol!

Hoje estou me sentindo aquela tranquilidade do velhinho Bud de The Straight Story do David Lynch.

Um pouco de estrada e William Fitzsimmons é sempre uma boa. Afinal, meu filme não deixa de ser um road movie. E o Laboratório também. 🙂

Bom feriado a todos.

ps.: Ah sim, e um bom banho de mar talvez acalme as idéias.

Trilha ao fundo: KEVIN JOHANSEN – Candombito

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  1. novembro 20, 2009 às 4:38 pm

    Cara… adoro esse filme. Um Lynch super sensível. Atípico, diria até. Pudera, é baseado numa história, hum, real, né? Mas ainda um Lynch: aquela cena do cervo(?), a mulher desesperada por ter atropelado o bicho, e mais desesperada ainda ao perguntar: “E como ele surgem, de onde eles vêm?!”, e a câmera mostra aquela imensidão, aquele nada. Cara…

  2. novembro 20, 2009 às 4:41 pm

    É a estrada né cara?
    De onde surgem as coisas?
    De onde?
    E quando menos se espera… Um telefone, um telegrama, uma mensagem…
    E sua vida muda. 🙂

  3. novembro 20, 2009 às 5:01 pm

    Nogueira nunca mais será a mesma. A passagem de dessa turma por lá deve dar
    a) uma briga de bar.
    b) uma catarse de alegria pela criação em conjunto.
    C) uma onda de fofocas e intrigas.
    Deixa eu ver se lembro de mais algum clichê de roteiro….Brincadeira só vai fera.
    Vai com tudo brow.

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